Onde foi o amor i filmado

Lembrem-se da Mulher de Ló – Resenha

2018.06.27 14:37 Lucy_Senna Lembrem-se da Mulher de Ló – Resenha

Oi, tudo?
Eu já escrevi essa resenha, há um ano... Achei interessante repostá-la aqui. Talvez eu faça resenhas de outros filmes torreanos se vocês quiserem, 'kay?
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Tenho que confessar uma coisa a vocês. Eu era ingênua e me surpreendi quando as TJs lançaram o filme do filho pródigo. Achei que depois daqueles antigos, ela tinha parado. Mas estava enganada. Começaram a vir filmes bem feitos, bem filmados, com roteiros novos. O primeiro foi Filho Pródigo. Muito forte (aka muito apelativo). Vieram outros filmes depois.
Quando lançou o segundo da nova fase torreana mostrando tempos atuais – "Estas palavras têm de estar em seu coração" – o hype causado foi grande. O trailer mostrava as cenas mais fortes, para no final, o filme não ser tão forte como parecia. Continuava apelativo e esse filme mostra o quão a Torre sabe ser abusiva e chantagita, mas particularmente não supera o primeiro. Aí o Corpo Governante se reuniu e discutiram "hm, parece que nossos escra— digo, ovelhas estão se distraindo demais com comédias mundanas. Vamos prendê-los mais e fazer nosso próprio romance".
Nisso, mais tarde lançou-se aquele filme romântico que eu esqueci o nome...mas não importa. É ruim. Conseguiu ser pior e é mais forçado com um roteiro fraquinho.
Quando a Watchtower recria as histórias bíblicas em filmes, fica realmente muito bom. Uh, talvez não os trechos da história de Jesus – tinha cenários muito pobres mas era para ser algo mais teatral. Já a história do Rei Ezequias ficou fantástica no sentido de pós produção. Eu não vi o filme de Jonas ainda, mas parece ter ficado fantástico.
Agora quando ela faz filmes com cenários atuais, nossa senhora, credo. Ano passado tivemos... "Lembrem-se da mulher de Ló." Lembram? Meus amores... Esse foi o pior filme que essa empresa já fez.
O filme tenta ser um filme "Sessão da Tarde", no humor e no visual. A abertura é super infantil e bobona.
Meu, o tio é apresentado como "tio". E só. A boa notícia é que isso é o menor dos problemas.
O filme começa com uma família tendo problemas financeiros, com muitas contas pra pagar, e a mãe da esposa dizendo que era bom trabalhar um pouco mais para eles não passarem um aperto maior. Ela disse d'uma forma bem escrota, capitalista e ridícula, mas isso não vou dizer que é irreal não. Acontece conversas assim mesmo, particularmente é cansativo ouvir papos assim. Depois de pensar e desobedecer o seu marido – que por sinal, é extremamente estúpido, dá muita raiva de assistir só por causa dele pelo fanatismo extremo e como ele trata a mulher como alguém inferior – ela se torna uma corretora de imóveis, melhorando muito a vida da família e esfriando com a religião. Nada de especial, nada de diferente.
(Olha, preciso avisar que eu não sei o nome de ninguém nessa história. Não, não foi má vontade, custei pra tentar.)
Então o pai começa a fazer estudo para converter um ser agressivo, mas gente boa. Ele tem uma família normal, mas retratada como bagunçada, por causa do tom de deboche usado na cena onde aparecem.
Por que a Torre sempre retrata que alguém jogando videogame é alguém fraco? Me poupe.
Acabam por ir na reunião e gostam do ambiente, mas no final o estudante se desentende com o instrutor – o marido da protagonista – quando ele percebe que um ancião é sustentado pela congregação, dizendo que estava vivendo nas costas dos outros. O que...não deixa de ser mentira, pois ele morava numa casa decente e tinha uma minivan na faixa dos seus $40 mil (vindo pra cá seria 120 mil fácil). Mas do nada, na transição do primeiro episódio pro segundo, ele decide ser uma TJ. Assim, do nada, pra nada, aquele pensamento que ele teve morreu num passe de mágica.
Ah. Eu ainda não falei da parte principal do filme, a esposa desse xarope. Ela é uma personagem que me causou pena e raiva ao mesmo tempo. Pena por ela só querer o melhor pra família, raiva por fazer isso mal feito. A moça mal acaba de ganhar o dinheiro e já começa a gastar, tudo bem! Eu ganhei meu primeiro salário do meu emprego novo e comprei um vestido de 700 reais. É super inteligente, sabe!
Isso só mostra o quão irreal e estúpida é a forma da Torre retratar alguém que só quer um pouco mais de conforto na vida, demonstrando a pessoa sempre se transformando numa materialista.
A atriz faz com que a personagem, através de seu olhar e expressões, seja encarada como a bruxa, alguém que se corrompeu e se tornou uma vilã. É estúpido, irreal.
As situações e suas devidas retratações da realidade são um show de horrores, todas. São super ilisórias, visões deturpadas e maldosas do "sistema". Famílias mundanas sempre retratadas como bagunçadas e com problemas. Colegas de trabalho sempre mau-caráter e agressivos. Há duas ou três referências (zombarias) escrotas contra homossexualidade. Em uma delas a mãe está vendo um programa onde um casal gay é protagonista, e eles são postos de costas pra provavelmente não dizerem em Betel que"irmão tal interpretou um gay". Ela os apoia – de jeito ridículo, dizendo "o mundo mudou" e sem nenhuma seriedade. Não falam de amor entre os LGBT, afinal, eles não pregam amor, mas sim ódio e medo. A outra é quando a colega da filha mais velha diz – desnecessariamente, dando a entender que "mundanos se exibem quando são não-héteros" – que tem duas mães, e o pai começa a ficar alterado com esse simples fato e já joga aquele discursinho de "seguimos o que está na bíblia". Há uma terceira, porém mais implícita. O colega da esposa sempre fica de costas também, e fala um pouco mais solto. Ouvi pessoas atrás de mim dizendo "ih é boiola", mas na dublagem BR (que sempre foi PÉSSIMA) ele não é tão solto nem fazia gestos femininos. É ridículo, nojento, tendencioso e desnecessário. Queriam mesmo abrir espaço para insultar essas pessoas – na qual eu e outros infiltrados estamos inclusos – de graça. O filme não mudaria em nada sem essas idiotices. A conversa do ancião com a guria foi desconfortável de se assistir também, bem invasivo.
Legal que o estudante se batiza, e bem rápido até. Normal hoje em dia. Só é moiado como é forçado e diria que até seja ilusório. Não sei aí aonde vocês moram, mas aqui arrumar um estudo bíblico é complicado.
A segunda parte termina com o marido da esposa ficando desumilde e recusando ajuda do estudante.
O filme dá vontade ver até o fim? Não, não dá vontade de ver até o fim. Estava na metade da segunda parte e já queria que terminasse. Escrevi essa resenha antes de ver a terceira parte e já perdi por absoluto o interesse. O final – aliás, os roteiros torreanos são bem previsíveis: tudo normal, desanda, desaba, meditam e tudo volta a ser feliz como antes num passe de mágica. Digo mágica porque é bem irreal, por exemplo, a irmã mais velha ter aprendido o lógico – o amor – e volta a ser fiel a Torre: voltando a ver coisas normais como erradas, só porque o trabalho era muito puxado e tinha "muita pressão". Como se na Torre não tivesse pressão, né. Essa menina ou arruma um emprego bem levinho ou não irá durar nada num emprego normal.
Ah sim, a terceira parte tem cenas completamente descartáveis: todo mundo muda num passe de mágica e todo mundo fica feliz. A mulher, ao não faltar à celebração, não perdeu a amizade de Jeová. Que lhindo.
Agora entendi porque minha mãe ficou num ódio mortal quando tive de faltar à celebração pra fazer uma prova. É, o deus todo amoroso vai chegar pra você, juntar os dedos e dizer "corta aqui, não sou mais seu amigo" por não ter ido a comemoração. Que maduro, hein.
Os filmes JW são bem irreais, mas este sem sombra de dúvidas foi o pior. Ele é muito forçado em criar situações, com algumas até aleatórias, como do nada a mãe da moça dizendo que estava com dores e ficando doente, e queria morar com ela. Tipo, "why". Enfaticamente nada do que ocorre naquele filme se dá de forma natural ou espontânea.
Além disso, o filme retrata muito mal ambos os mundos: o mundo normal – esse nem preciso comentar – e o próprio mundo torreano também. Sabe quando vocês lêem/ouvem que "dentro da organização serão felizes, e fora dela nunca serão"? O filme inteiro se resume a essa mensagem multiplicada por 7, de tanto que é jogado na sua cara, o que faz o filme ser muito ridículo e desinteressante de assistir, levando a pessoa normal (porque os TJs consideram como melhor filme do mundo) a caçoar do filme.
A qualidade da filmagem caiu. Nos outros filmes as filmagens eram bem feitas, me surpreendiam. É isso o que acontece quando decidem fazer filmes todo ano. A única coisa realmente boa e proveitosa que via nos filmes JW eram a qualidade da pós-produção, e se não fosse o filme de Ezequias, diria que essa qualidade se foi. Parece bastante que são duas equipes diferentes para produção de filmes: uma equipe fantástica que cuida das histórias bíblicas e outra bem moiada com uma mentalidade iludida para situaçõss atuais.
Os cortes são desconexos e inconscistentes, com o cara se mexendo duma forma, corta e ele tá numa posição bem diferente. Os ângulos de filmagem são bons até, mas tinha horas que não a direção não fazia ideia do que queria fazer. Falando em "não saber o que queria fazer", a abertura e efeitos de transição são infantis demais. E quando aconteciam no meio do filme, senti que estavam apressando as coisas porque de fato não é interessante. Nada é interessante. Mas acontece com frequência, e a transição é mal resolvida nos movimentos. Também não sei o que queriam passar com aquele efeito. Imitar seriado americano? Não sei. Ao menos o efeito da moça se tornando estátua de sal foi... Sei lá. A moça é muito bonita. Mas é bizarro, tenta fazer jumpscares – quando algo assustador pisca do nada na sua tela – e... Achei interessante aquilo ali, mas forçado e bizarro num filme desse naipe.
Só digo uma coisa, o filme é um show de horrores e um show de horrores amador. ★
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2017.07.07 18:32 feedreddit Por que políticos americanos não gostam de terroristas, mas gostam de grupo iraniano totalitarista

Por que políticos americanos não gostam de terroristas, mas gostam de grupo iraniano totalitarista
by Mehdi Hasan via The Intercept
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O que um príncipe saudita, um ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e um ex-candidato democrata à vice-presidência do país estavam fazendo num subúrbio de Paris no último fim de semana?
Você ficaria surpreso em saber que o príncipe Turki Bin Faisal, Newt Gingrich e Joe Lieberman se reuniram para prestar apoio a um grupo de exilados iranianos que, de 1997 a 2012, foi categorizado pelo governo norte-americano como “organização terrorista estrangeira” ?
Há muito tempo certos “falcões”, como são conhecidos os políticos mais bélicos e conservadores do cenário norte-americano, se encantaram com o Mojahedin-e Khalq, conhecido como MEK. Tanto é que, em 2012, fizeram um lobby pesado para conseguir tirá-lo da lista de grupos terroristas, estabelecida pelo Departamento de Estado. Fundado no Irã nos anos 1960, o MEK – que significa “combatentes sagrados do povo” – já foi abertamente antiamericano, semimarxista e semi-islamista : jurou derrubar a força o Xá que tinha o apoio dos Estados Unidos e estar disposto a atacar alvos norte-americanos. O MEK é ainda acusado de ter colaborado na tomada de reféns dentro da embaixada norte-americana em Teerã em 1979. O grupo chegou a condenar a libertação dos reféns, classificando-a de uma “rendição” aos Estados Unidos. Mas depois que os governantes clericais se voltaram contra o grupo no início dos anos 1980, os líderes do movimento fugiram do país e deram início a uma série de bombardeios por todo o Irã.
Hoje em dia, a organização é dirigida pelo casal Massoud e Maryam Rajavi, apesar do paradeiro de Massoud ser desconhecido, havendo inclusive boatos de que estaria morto. O grupo afirma ter renunciado à violência e se vende aos seus novos amigos norte-americanos como um movimento 100% secular e democrático de oposição ao governo iraniano. Mas o maior problema do MEK não é o passado de organização terrorista. Vários grupos violentos que já foram considerados “terroristas” conseguiram abandonar as armas e passaram a circular pelos corredores do poder – como o Exército Republicano Irlandês (IRA) e o Congresso Nacional Africano (ANC).
O maior problema de políticos norte-americanos apoiarem o MEK é que o movimento tem toda a cara e todas as armadilhas de um culto totalitário.O problema também não é o MEK não ter nenhum apoio dentro da República Islâmica. E olha que o oposicionista Movimento Verde renegou o grupo, que já era abominado pela população iraniana por ter lutado ao lado de Saddam Hussein durante a guerra entre Irã e Iraque.
O maior problema de políticos norte-americanos apoiarem o MEK é que o movimento tem toda a cara e todas as armadilhas de um culto totalitário. E não sou só eu quem diz: um relatório do Departamento de Estado registrou, em 1994, que Massoud Rajavi “promovia um culto à sua personalidade” e que isso “afastava muitos expatriados iranianos, que diziam não querer substituir um governo contestável por outro”.
Você acha mesmo que só quem mora em países ditatoriais sofre lavagem cerebral? Em 2009, um relatório do think thank norte-americano RAND Corporation apontou que os integrantes do MEK tinham que “jurar devoção aos Rajavis com a mão sobre o Corão”. Destacou ainda que “as práticas autoritárias e cultuais” incluíam “divórcio e celibato obrigatórios” para os membros (com exceção do casal Rajavi, claro). “O amor aos Rajavis deveria substituir o amor ao cônjuge e à família”, detalha o relatório.
Forças de segurança iraquianas entram pelo portão principal de Camp Ashraf, sede do MEK ao norte de Bagdá (2012).
Photo: Hadi Mizban/AP
Você acha ruim a segregação de gênero dentro do Irã? No Camp Ashraf, no Iraque, espécie de quartel-general onde combatentes do MEK moraram até 2013, “pintavam-se linhas no chão dos corredores para separar os homens das mulheres”, ainda de acordo com o relatório do RAND. Até o posto de gasolina tinha “horários específicos para homens e para mulheres”.
Você pode até entender por que um príncipe saudita, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliano e o ex-funcionário do governo Bush (e “super-falcão”) John Bolton, que estiveram todos no encontro em Paris, estão mais dispostos a apoiar um conjunto tão bizarro de fanáticos e ideólogos. Mas o que levaria um liberal democrata de Vermont como Howard Dean (que já sugeriu que Maryam Rajavi deveria ser reconhecida como presidente exilada do Irã) a se misturar com eles? O que teria levado gente como John Lewis, deputado da Geórgia e herói dos direitos civis, a defender publicamente o MEK em 2010?
Seria por conta daquele velho quiçá amoral provérbio: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”? Talvez.Seria por conta daquele velho quiçá amoral provérbio: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”? Talvez. Seria o resultado da ignorância, da incapacidade de figuras experientes da política norte-americana de cumprir com seu dever de diligência? Quem sabe.
Ou seria só uma simples questão de grana? “Muitos desses antigos altos funcionários do governo, que representam todo o espectro político norte-americano, receberam dezenas de milhares de dólares para defender publicamente o MEK”, revela a ampla investigação feita pelo jornal Christian Science Monitor em 2011.
Em Washington, o dinheiro fala. Seja você um democrata como Dean ou um republicano como Bolton, um ex-chefe da CIA como Porter Gross ou um ex-chefe do FBI como Louis Freeh, o que importa é que o MEK costuma assinar uns cheques bem gordos.
Gingrinch, por exemplo, criticou duramente Barack Obama por “fazer reverência ao rei saudita” , mas foi filmado fazendo o mesmo em frente a Maryam Rajavi. Durante o fim de semana em Paris, o ex-presidente da Câmara dos Representantes chegou ao cúmulo de comparar Rajavi a George Washington em seu discurso.
E Giuliani, « o Prefeito da América » que se autointitula um falcão antiterrorista, mas que, desde 2010, não hesita na hora de receber alguns milhares de dólares para endossar um grupo que: assassinou seis americanos no Irã em meados dos anos 1970; se aliou a Saddam Hussein para esmagar os curdos do Iraque no início dos 1990; aparentemente cooperou com a Al Qaeda na fabricação de bombas pouco tempo depois; e, finalmente, combateu tropas norte-americanas no Iraque em 2003.
Esse pessoal não tem vergonha? Para citar Suzanne Maloney, especialista em Irã do think thank Brookings e ex-consultora do Departamento de Estado, “Gingrinch/Giuliani/Bolton/Lieberman dão pouquíssimo valor à própria integridade, a ponto de se venderem ao culto do MEK”.
Enquanto isso, derrubar o regime iraniano voltou com tudo para a lista de prioridades da Washington de Donald Trump. O candidato que detonava as guerras de agressão de George W. Bush no Oriente Médio deu lugar ao presidente que nomeou os falcões anti-Irã James Mattis e Mike Pompeo para comandar, respectivamente, o Pentágono e a CIA. É o mesmo presidente que tem em Giuliani e Gingrich, os garotos-propaganda do MEK, seus principais conselheiros externos e que escolheu Elaine Chao, que recebeu 50 mil dólares dos Rajavis para pronunciar um discurso de 5 minutos em 2015, para trabalhar no gabinete presidencial.
Sejamos claros: o governo Trump, os sauditas e os israelenses (que, de acordo com uma investigação da NBC News, “financiaram, treinaram e armaram” o MEK no passado) estão bem dispostos a derrubar o regime clerical iraniano. O que mais querem é uma Guerra do Iraque Parte II. Para essa sequência, o MEK de Maryam Rajavi está querendo interpretar o papel do partido Congresso Nacional Iraquiano (INC), de Ahmed Chalabi: os 3 mil combatentes do grupo estão prontos para atuar como “ponta de lança”, segundo afirmou o ex-senador-democrata-agora-advogado-do-MEK Robert Torricelli no sábado passado.
É assim que a loucura se espalha. As elites da política, da inteligência, do Exército não aprenderam nada com a desventura mesopotâmica e com a desastrosa contribuição de exilados iraquianos como Chalabi? Bem, vamos dizer que 0s fanáticos doutrinados do MEK fazem o INC de Chalabi parecer a ANC de Mandela.
É difícil, no entanto, discordar do veredito de Elizabeth Rubin, do New York Times, que visitou o MEK no Camp Ashraf em 2003 e, depois, “conversou com homens e mulheres que conseguiram escapar das garras do grupo” e “tiveram que ser ‘reprogramados’”. Como Rubin advertiu em 2011, o MEK “não é só irrelevante para a causa dos ativistas democráticos no Irã, é um culto totalitário que vai voltar para nos aterrorizar”.
Foto em destaque: Maryam Rajavi discursa durante a reunião anual do Mojahedin-e Khalq no centro de convenções de Villepinte, próximo de Paris (01/07/2017). Líderes políticos internacionais também discursaram em apoio a ela.
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